domingo, 8 de junho de 2008

SECOND DAY

Nhaaaaaaaa!!! ......... Jana e eu ....... Essa fotinhu tem um tempinho, mas gosto muito dela, por é de um tempo em que eu era feliz, de um tempo em que eu tinha esperanças mais firmes e destinos mais maleáveis, porém, hoje, as coisas mudaram um pouco. Poucas são as pessoas em minha volta, que eu confio. Graças a Deus, ainda tenho a Jana e muitas lembranças dessa época. Jana, minha amiga, te amo demais!



Bom, quanto aos textos que eu comentei, estou postando mais um que escrevi a algum tempo. Adoro esse texto:




Romantismo X Luxuria ::

Assim como a eterna briga
do bem contra o mal, existe ainda hoje o conflito entre comportamentos romancistas e às atitudes luxuriosas.

Frente ao mecanismo de formação do preconceito, é comum que as atitudes mais impactantes torne-se referencia para a formação da idéia do homossexualismo, colocando em dúvida a estabilidade de relacionamentos homoafetivos.

É comum, entre rodas de amigos, ao descobrirem que um de seus membros é gay, e com a intimidade conquistada, surgir à questão do relacionamento. Por diversas vezes, ouvi as mesmas perguntas: “Você namora?”, “Você é fiel?”, “Há quanto tempo estão juntos?”, “Você nunca traiu?”.

Essas e outras perguntas tornam-se freqüentes, onde alguns como eu, respondem com naturalidade, auxiliando a construção de um pós-conceito mais assertivo o politizado quanto ao tema.

Porém, observamos o fato de que, a maioria da sociedade heterossexual ainda enxerga a homossexualidade como uma forma de luxúria incontrolável e voltada unicamente ao culto sexual.

Será tão errado assim este conceito de que o amor nada tem em comum com relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo?

Principalmente entre os rapazes, já se cria a distinção de grupos de “caça”, onde se definem os caçadores como sendo os ativos, e os “caçados” assumidos pelos “passivos”, deixando então, os “relativos” em um meio termo totalmente ao sabor do instinto.

Histórias passadas em banheiros, estacionamentos, parques, clubes e adjacentes, povoam os assuntos em grupos fechados, até mesmo em Chats e Blogs na Internet.

Acostumamos com termos com “sair para caçar”, “atender”, entre outros, mas não reparamos no fato de estarmos adotando uma posição totalmente livre de responsabilidade ou vínculo afetivo para com o próximo.

Sempre ouço entre os grupinhos de “poc pocs” coisas do tipo: “To loca se sair daqui sem aquendar uma neca!” ou mesmo “Nossa bi, atendi 3 hoje!”.

Auxiliada por casas noturnas GLS, que sustentam os chamados “Dark Roons”, a postura luxuriosa torna-se quase que obrigatória quando, entre meios externos, cria-se à imagem de um homossexual.

Concordo que a liberdade sexual seja um dos fatores que definem o meio GLBT, porém, quase sempre em exagero. É óbvio que este comportamento não se detém somente ao meio “gay”, mas o impacto causado pelo mesmo, cria uma imagem não muito confiável quando o assunto é fidelidade.

Talvez, o homem em si já tenha este instinto libidinoso, e se realmente este instinto pertencer ao ser masculino, é de se imaginar que entre os gays, este fato se torne ainda mais comum.

Onde está o romantismo, o afeto, o carinho, a amizade e ternura nos relacionamentos gays?

Certamente não está no circuito de casas e bares noturnos. Muito menos nos Chats e sites de “pegação” da Internet.

Hoje em dia é quase impossível encontrar um rapaz que realmente deseje algo sério, e quando encontramos, há uma série de empecilhos que tornam o relacionamento firme nada mais do que enredo para histórias de fadas.

Mas ainda sim, muitos românticos de plantão, persistem e não desistem de encontrar a metade de sua laranja.

Estes seres quase que raros, que de raros não têm nada, pois estão espalhados por ai e apenas se reservam a não freqüentarem baladas ou bares onde sabem que encontrarão a luxuria como carro chefe.

Uma das provas de que ainda existe o romantismo no ar, está descrita na edição nº 2 da Junior, onde há a matéria “Amor na Vida Real”, relatando seis casos de puro carinho e cumplicidade entre casais gays.

Os novos gays que hoje fervilham em todos os cantos de Metrópoles como São Paulo, e por todo o país, além da “moda” GLS que cresce cada vez mais, desconhecem como era ter que se esconder, para encontrar com seu namorado, pois não haviam locais seguros e os poucos ainda sim eram malvistos pela sociedade mais atenta em sua existência.

É fato de que hoje, após muita luta, conquistamos um pouco mais de tranqüilidade com nossa posição, porém, contra a corrente deste, também se criou uma liberdade sexual exacerbada que facilita a falta de afetividade no convívio social e pessoal. Sendo assim, a solidão se faz presente para a maioria dos gays de hoje.

Muitos não se importam em viver de galho em galho, trocando de relacionamentos como se troca de roupa.

Mas ainda existem aqueles que se importam em mandar rosas, prepararem surpresas, acariciarem delicadamente durante a noite o rosto de seus amados, construindo com isso um laço de amizade e cumplicidade.

A questão maior, é que no momento, a imagem construída de relacionamentos gays, é de pura luxúria, onde beleza e status importam mais do que caráter e respeito. Esquecem que cada indivíduo possui uma história de vida, entregando-se unicamente aos instintos de prazer.

Mesmo essa imagem não fazendo parte da realidade de boa parte dos gays, estes, ao encontrarem o par ideal, excluem-se e resumem suas presenças em baladas e festas para quase que uma aparição, reservando seu tempo livre em atividades tranqüilas como um almoço em família, uma ida ao teatro, um passeio no parque ou mesmo à vida caseira de filmes e pipoca.

É caso é que relacionamentos dificilmente duram em um ritmo festeiro, onde a tentação acerca e mexe com o instinto primitivo de desejo que existe em cada um de nós.

O romantismo ainda existe, mesmo que seja necessária paciência para procurar ou esperar que o amor nos encontre, além de um coração de ferro que agüente os baques da vida, pois os corações de vidro quebram-se facilmente com as decepções.

Sendo assim, fica cada vez mais difícil encontrar a metade de nossa laranja, e até que este dia chegue, resta a opção de nos contentarmos com a metade do nosso limão, adicionar açúcar, gelo, vodka e aproveitar, sem esquecer da ressaca.

Por Thiago D´Laqua

Um comentário:

Unknown disse...

bom esse texto tb, bi!
bjo